Com uma pauta assertiva, a Comissão de Gênero do Banrisul reuniu-se, na manhã desta quinta-feira (23/04), para falar sobre os treinamentos implementados pelo Banco no combate ao assédio no local de trabalho; e propor melhorias em cláusulas do ACT que tratam de licença amamentação e auxílio creche/babá. Além disso, as representantes das trabalhadoras propuseram ao Banco a realização de uma ampla campanha de prevenção à violência contra a mulher, tendo em vista o crescente aumento dos casos de feminicídio no estado e no País.
Treinamentos para combate ao assédio
Durante o encontro, as representantes do Banrisul atualizaram o grupo sobre os treinamentos de prevenção ao assédio, com previsão de conclusão até o mês de junho. Também foi discutida a possibilidade de incluir as(os) dirigentes sindicais nas formações, com o objetivo de fortalecer o acompanhamento e a efetividade das ações.
Propostas buscam ampliar direitos
No campo das negociações, ficou acertado que o Movimento Sindical irá encaminhar por escrito, via ofício da Fetrafi-RS, uma sugestão de melhoria na redação da cláusula que trata da licença amamentação. Atualmente, as bancárias precisam renovar o atestado médico indicando a necessidade de amamentação a cada 30 dias, para continuarem a ter direito à jornada diferenciada. A ideia é aumentar esse intervalo de renovação para seis meses, considerando a importância do aleitamento materno e evitando assim que a mãe trabalhadora precise ir todos os meses ao pediatra pedir um atestado para comprovar que segue amamentando.
Além disso, foi proposto pelas dirigentes sindicais que o auxílio creche/babá seja concedido a todas(os) as(os) trabalhadoras(es) com filhos na idade de zero a 71 meses, sem necessidade de comprovação da despesa, facilitando assim aos pais que preferem matricular a criança em escola de educação infantil pública ou se utilizar de rede de apoio para os cuidados. Atualmente o benefício só é devido caso a(o) bancária(o) comprove despesa com escola privada ou contratação de profissional com carteira assinada. Também foi solicitado que, caso o filho da trabalhadora ou do trabalhador seja PCD, o auxílio seja pago independentemente da idade do filho. A sugestão é de que a cláusula seja construída com base no modelo adotado pela Caixa Econômica Federal.
Campanha contra violência de gênero entra em debate
Outro ponto de destaque foi a proposta de criação de uma campanha conjunta de prevenção à violência contra a mulher nas agências do Banco. A ideia é utilizar a capilaridade da rede do Banrisul para ampliar a conscientização e o alcance das ações. A proposta será analisada pela gestão da instituição.
Participaram desta reunião pelo Movimento Sindical as dirigentes Letícia Raddatz (Santa Rosa), Mariluz Carvalho (Santa Cruz do Sul), Quésia Vieira (Santiago) e Ana Maria da Silva (Lajedo). E pelo Banrisul, Ana Karina Bombassaro, Renata Favretto e Denise Salviato.
A próxima reunião da Comissão de Gênero do Banrisul ficou agendada para 21 de maio, às 10h, em formato virtual.